Macaé

E tudo girou em volta quando ela fechou os olhos. Sem chão. Caiu sentada na calçada tentando se segurar na parede que era chão e depois não era mais.
 Vindo do espaço vazio, a mão dele agarrou a sua dando algo para ela não cair no turbilhão sem fim. Ela apertou de volta e o puxou tão perto, que poderiam começar a dançar enquanto os ventos do tornado devastavam a cidade ao redor.
 Ele sussurrou no seu ouvido palavras que falavam pensamentos que falavam palavras que não precisavam se falar. Ela piscou, o vento mudou, e voaram para um lugar depois de Macaé.