Supernovas e madrugadas

 Tem um momento, um sutil momento, que será ignorado e talvez até negado. Mas por ser negado é que existiu. É quando você observa algo que deveria estar ali, ser como de costume, mais uma postagem daquele ser, mais uma conduta, um balbuciar condizente, uma fala esperada e entanglado naquela realidade. Um minuto dentre os outros. Uma pessoa dentre as outras. Um arquétipo conhecido, alguém que você sabe onde se encaixa, com traços e trejeitos certos, denominados, pré-estabelecidos. O momento, o alguém, quer sair de onde está, da condição que está, por isso segue, quer mais do que isso, quer que seus sentimentos todos saiam de si e se expandam para além do seu limite. Erupções de gases inertes, poeira cósmica, chama de plasma, sentimentos reprimidos todos rasgando o espaço a sua volta numa explosão violenta e delicada de uma super nova.