Olho do Solitário

O perigo espreita e na beira do seu holofote, caminho. Já não consigo ficar parado. Meu descanso não é aqui: é embaixo de uma árvore perto das estrrelas. Suas raízes crescem no movimento infinito da expansão. Sua é a minha sombra e já não sou mais.
 Um ser que agora é um campo de batalha. Chega o enunciado meio-dia da vida. Guerra! Guerra é a condição que tanto fugi.
 Quem é o amigo que não conheço? Quem é aquele que me ensina?
 Vozes e tambores cantam silêncio.
 O Olho do Solitário espera em outra casa atrás de uma janela dentro de outra janela.
 Agora sabe que sei de você.