Kalpa

Uma foto publicada por Zeit (@galvesgustavo) em

E me pergunto por que tudo existe nesse mundo enorme cheio de pessoas, cada um lutando cada segundo para resistir na sua vida difícil, na vida de conseguir se afirmar em algo que o defina. Então estou na deserta rua da madrugada contemplando esculturas de corujas. Apreciando cada passo do caminho como ella me ensinou. A doce fragrância de sua pele passa por mim num instante. Escrevo versos que nunca são bons o bastante para se concluir. Mas não os jogo fora. Serão eles alguma coisa que não o que são? Penso que foi assim que se inventou a arte.

Ou que assim ganhou sentido?

Uma fotografia tirada numa tarde em meio a tantas tardes da incalculável existência. Uma tarde que existe na foto apesar da voracidade dos dias, semanas, meses, kalpas, cunha, enem, o noticiário, a lua cheia, a coruja da rua, eu e você. 
O que eu acho? 
Vou dizer bem rápido: Os dois.