Da escuridão

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Ah, a escuridão. 
Tão macio e gostoso é o teu sorriso que me faz esquecer tudo que vivi até aqui, tudo que virá depois. Daqui. Queria esculpir na parede da realidade seu semblante, para que jamais mudasse. Pois tudo muda. 
E tudo muda.
E seu sorriso se fechou. Sorrisos se fecham, se abrem de novo. Podem abrir porque um dia se fecharam. Enquanto tudo muda, um pedacinho de eternidade é uma nuvem macia e gostosa para se deitar. 
Nos faz esquecer a escuridão que nos cerca. A falsa vilã do que deixamos de ver, sentir e acontecer. 
Sonho em não sonhar.